Mateus Morbeck
1980, Salvador/BA, Brasil

Artista visual, arquiteto e urbanista. Sua pesquisa parte de acontecimentos situados e de seus vestígios materiais para investigar redes ambientais, econômicas e tecnológicas que ultrapassam o lugar em que emergem. Nesse percurso, examina como imagens, matérias, infraestruturas e relações de poder organizam modos de perceber e habitar o mundo. Sua prática articula fotografia, arte digital, objetos e instalações por meio de procedimentos de coleta, apropriação, deslocamento, sobreposição, montagem e transformação. Entre dados e resíduos, corpo e vestígio, paisagem e monumento, seus trabalhos desestabilizam o estatuto do documento e transformam evidências em matéria de experiência. Ao confrontar a temporalidade acelerada da produção e do consumo com as durações geológicas e ecológicas da matéria, seu trabalho evidencia as continuidades e os conflitos entre ambientes naturais, construídos e digitais. Nessas zonas de contato, nada é uma coisa só.
É formado em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA (2006) e especialista em Gestão e Prática de Conservação e Restauro do Patrimônio Cultural pelo CECI/UFPE (2009). Participou da residência artística Travessias Poéticas (2022) e diversos cursos livres ao longo de sua trajetória. É autor do livro Maré de Agosto (2021), contemplado pelo Prêmio das Artes Jorge Portugal e com menção honrosa no PX3 – Prix de la Photographie, França. Seus trabalhos integram as coleções do Museu da Fotografia de Fortaleza, da Mediterraneum Collection, na Itália, e da RARE Collection, além de coleções privadas.
Em 2022, realizou sua primeira exposição individual, É tudo depois, em Salvador. Participou de inúmeros festivais, salões, bienais e exposições no Brasil e no exterior. Entre os destaques estão: Festival de Fotografia de Tiradentes; Festival Internacional Confluências de Artes, no Paraguai; 25º Salão de Artes Visuais de Vinhedo; 1º Salão de Artes Visuais da Galeria IBEU; II Mostra Latino-Americana de Arte e Educação Ambiental; Manchester Science Festival, Reino Unido; Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre; Rotterdam Photo Festival, Países Baixos; V Bienal do Sertão de Artes Visuais; MED Photo Fest, Itália; mostra Um lugar onde tudo é possível, no Museu Carlos Costa Pinto; exposição Letra [ ] Imagem, no Goethe-Institut Bahia; 38º Salão de Artes Plásticas de Jacarezinho; Diafragma International Photo Festival, Portugal; 51º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto; FACTO 12 – Festival Arte, Ciência e Tecnologia, integrante da 5ª BIENALSUR; Projeção COP30, do Festival Foto Brasil; e a exposição Floresta de Infinitos, na Casa das Histórias, em Salvador.
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