‘‘(...) Meia água oferece elementos dialógicos aproximativos com Nem tudo é mar. Contudo, sua particularidade se dá pela materialidade do papel e pela montagem: a construção de um mapa que manifesta a capacidade destrutiva das minas de petróleo a olho nu. Entre a denúncia e a poesia, Mateus Morbeck tenta ultrapassar o reducionismo maniqueísta da cultura ocidental. Mas, qual a duração de um pesadelo?’’ | Fábio Gatti - trecho do texto curatorial da exposição ‘É tudo depois’.
‘(...) Meia Água, monotipias feitas a partir da submersão de papel nas águas contaminadas pelo óleo. As paredes cobertas pela obra, quando vistas a partir de certa distância, como unidade, parece ainda reter algo do movimento lento e constante dos líquidos viscosos quando se espalham. Olhadas de perto, cada quadro guarda sua particularidade inerente à matéria e ao gesto com que foi criado: a textura do óleo acumulado que cria relevos mais escuros, saliências inesperadas no fluir lento e ocre do todo; o vestígio do gesto do artista no momento em que retirou o papel da água e pequenas linhas foram criadas ao longo de outra.’’ | Priscila Miraz - artigo da revista Muito.