Sobre o dispositivo programado para durar um curto ciclo de mercado derrama-se o plástico concebido para o uso único e descarte imediato. Dois materiais presos ao mesmo paradoxo de duração, o que foi feito para passar não passa, muda de regime e persiste como vestígio do modelo de humanidade que transforma tudo em mercadoria.
Vermelho Cobalto opera por contradição, inverte a mineralogia para nomear o custo e se abre como ferida nos circuitos extrativistas que vão dos garimpos desumanos de cobalto na República Democrática do Congo às prateleiras das big techs.
O dedo que aciona a tela prolonga-se sobre os corpos que sustentam a infraestrutura e dela são apagados. Descartáveis como força de trabalho, inapagáveis como rastro algorítimico depois que a tela desliga.